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Luiz Valério P.Trindade
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Recentemente estava lendo algumas revistas semanais de notícias e deparei-me com algo que me fez refletir mais detidamente. As reportagens eram sobre um ranking de personalidades do ano, pessoas mais influentes e destaques em diversas áreas.

 

Nestas relações e rankings publicados anualmente, a predominância absoluta é de pessoas que, de uma forma ou de outra, já desfrutam de elevado grau de visibilidade nos diversos meios de comunicação ao longo do ano.

 

Invariavelmente, são políticos, mandatários de cargos públicos eletivos, artistas de diferentes modalidades, homens e mulheres de negócios, economistas, escritores, intelectuais e por aí vai.

 

No entanto, onde se situa o cidadão comum neste contexto de pessoas que fazem a diferença?

 

Naturalmente que não se pretende desvalorizar o trabalho e realizações das personalidades relacionadas pelas publicações. De forma alguma.

 

Contudo, para quem não vive neste mundo de holofotes, brilhos e grande visibilidade, é possível testemunhar muito facilmente a ocorrência de uma revolução silenciosa diariamente em toda parte no Brasil.

 

Esta revolução se manifesta no pai e/ou mãe que sai muito, muito cedo de casa, enfrenta um transporte público absolutamente precário e ineficiente para chegar ao trabalho, tendo como objetivo primaz propiciar a melhor condição de vida possível para seus filhos.

 

Ela se manifesta também nos jovens que trabalham durante o dia, estudam à noite em universidades particulares (às vezes de qualidade mediana, mas compatível com seu orçamento), chegam tarde da noite em casa para acordarem poucas horas depois e recomeçarem a jornada.

 

O que dizer então dos professores do ensino básico, fundamental e médio que se vêem obrigados a lecionar em mais de uma escola para auferirem uma renda um pouco melhor?

 

Podemos incluir também as(os) enfermeiras(os) que desempenham seu papel diariamente com carinho e elevado senso de profissionalismo. As(os) assistentes sociais que cuidam de pessoas em situação de rua, dependentes químicos, menores infratores, etc.

 

Em grandes centros urbanos, onde a produção diária de resíduos sólidos e orgânicos é gigantesca, temos a figura de pessoas que obtém seu sustento por intermédio da coleta de papelão, latinhas de alumínio, plásticos recicláveis, ferro velho, etc.

 

Enfim, todas estas pessoas, entre inúmeros outros exemplos que poderiam ser citados aqui, realizam diariamente uma revolução silenciosa em busca de uma vida melhor, de um mundo melhor, por mais qualidade de vida, mais justiça social.

 

Porém, talvez por serem tantas pessoas e por estarem distantes do mundo dos holofotes, dos brilhos e pouco visíveis aos olhos da mídia, seja mais fácil, prático e cômodo premiar quem já faz parte desta constelação.

 

Contudo, avalio que as verdadeiras personalidades do ano são os protagonistas desta revolução silenciosa e os verdadeiros merecedores das láureas.

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