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Luiz Valério P.Trindade
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De acordo com a definição formal, o substantivo masculino espetáculo designa qualquer evento que nos atrai a vista e prende a atenção, sendo que na maioria das vezes nos remete a representações teatrais, cinematográficas, circenses, danças e artísticas de uma forma geral.

 

Ainda neste contexto, uma partida de futebol também pode ser classificada como um espetáculo, na medida em que reúne características similares às manifestações artísticas mencionadas.

 

No entanto, ao assistirmos a um espetáculo teatral, por exemplo, podemos nos identificar com um personagem ou outro, ou até mesmo amar a peça a ponto de recomendá-la para amigos e querer revê-la. Ou então não. Podemos detestá-la e sair bufando do teatro.

 

Ao assistirmos a um filme, não é diferente. Podemos nos emocionar e torcer para que determinado personagem supere uma adversidade e saia vitorioso, ou então que o vilão receba um castigo à altura de suas tramoias.

 

Enfim, o leque de possibilidades de reações é infindável em qualquer um dos espetáculos de cunho artístico mencionado.

 

No entanto, o que muito lamentavelmente, tem distanciado o futebol cada vez mais desta categoria de espetáculo consiste em episódios de violência gratuita, insana e estúpida que tem ceifado vidas rotineiramente como se isso pudesse ser encarado como algo normal.

 

No teatro e cinema, por exemplo, sabe-se que há gêneros diversificados (drama, monólogo, comédia, documentário, musical, comédia romântica, ação, terror, ficção científica e por aí vai). Porém, jamais se vê uma pessoa agredindo a outra porque apreciam gêneros distintos. Mas, no futebol não é assim que funciona. Basta o indivíduo “A” torcer para um time diferente do indivíduo “B” para ser vitimado por este último (desde que acompanhado de seus pares, é claro).

 

O espetáculo futebol está se tornando cada vez mais secundário e coadjuvante como evento de entretenimento e lazer, pois a barbárie não parece dar sinais de arrefecimento.

 

A ordem natural dos fatos é que as sociedades progridam, evoluam e se desenvolvam com o passar do tempo. No entanto, estes atos hediondos de selvageria, brutalidade, irracionalidade e insensatez (para ficar nos adjetivos mais brandos) posicionam seus perpetradores na Idade da Pedra Lascada.

 

O que justifica tal tipo de atitude e postura? Qual a motivação para espancar uma pessoa até seu óbito? De onde vem tanto ódio e como ele se alimenta a ponto de nunca esmorecer?

 

A sociedade brasileira se pergunta atônita, a cada novo episódio bestial desse, e acho pouco provável que alguém tenha uma resposta convincente. A propósito, creio que nem mesmo os delinquentes homicidas que praticam tais atos conseguem dar uma explicação minimamente plausível porque praticaram o ato.

 

Além do mais, este cenário não está só maculando e desprestigiando o espetáculo futebol na pátria onde o esporte é mais celebrado e reverenciado como sendo um celeiro inesgotável de pérolas preciosas.

 

Muito mais importante do que isso, está-se diminuindo o valor das vidas humanas. Este sim é o espetáculo supremo e digno de reverência diária.

 

Avalio que o grau de estupidez, ignorância, irracionalidade e insensibilidade é tamanha que os impede de enxergar com a devida clareza que, ao ceifar a vida de um outro ser humano ele não atingiu unicamente aquela pessoa, mas a sociedade toda saiu ferida (inclusive ele próprio).

 

A vida nos brinda diariamente com tantas oportunidades de aprendizado, de desenvolvimento, de evolução, de construção, de conquistas, de conhecimento, de amizade, de amor, de espiritualidade, de solidariedade, etc., e não é compreensível que alguns poucos prefiram permanecer na obscuridade da selvageria e brutalidade e carregar a sociedade consigo para esta vala.

 

Não precisamos de espetáculos de barbárie e sim de celebração à vida.

 

A vida é muito maior do que tudo isso e a ela devemos celebrar sempre!

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