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Luiz Valério P.Trindade
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Smartphone, TV digital, e-books, blu-ray, residência digital do futuro, lousa digital, tablets, maquinários industriais digitais, entre inúmeras outras possibilidades.

Esta é a vida e o mundo no qual vivemos atualmente onde praticamente tudo o que conhecemos é precedido (ou a contém de alguma forma) por esta palavra mágica “digital”.

Recordo-me que há pouco mais de duas ou três décadas não era incomum residências com aparelhos de televisão em preto e branco, as quais eram constituídas de válvulas. Era preciso que estas esquentassem antes de podermos assistir aos programas. Alguns anos depois a indústria lançou no mercado os primeiros modelos feitos com transistores, o que na época representou uma enorme evolução tecnológica.

Atualmente, a indústria disponibiliza modelos com a tecnologia de alta definição 3D (HDTV – High Definition TV) que representa o estado da arte em termos de evolução.

Pois bem, este é apenas um exemplo singelo perante os inúmeros avanços ocorridos em nossa sociedade, notadamente durante a segunda metade do século 20.

Isto não significa (em hipótese alguma) que sou favorável que permanecêssemos nos velhos tempos ou então que éramos mais felizes e não sabíamos.

Certamente que fomos beneficiados com excelentes avanços tecnológicos que contribuíram e continuam a contribuir sobremaneira para nosso bem estar.

No entanto, tenho notado que quanto mais digitais nos tornamos (em termos eletrônicos e tecnológicos) menos “digitais” nos tornamos também (em termos físicos).

Trata-se de um paradoxo interessante porque mesmo que nossa tendência seja de esquecer este aspecto devido aos inúmeros avanços ocorridos, a palavra digital também possui o significado de toque com os dedos, fato este que nos conduz a contato e interação entre pessoas ao invés de exclusivamente por intermédio de dispositivos digitais (leiam-se eletrônicos).

Reflita sobre isso!

Quantas novas palavras foram adicionadas ao nosso vocabulário diário nas últimas duas décadas tais como, por exemplo: enviar um e-mail, enviar um SMS (ou torpedo, como é mais conhecido), tuitar, fan page, postar, blog, Face, share, “curtir”, entre dezenas de outras palavras e expressões.

Está claro que as pessoas ainda se reúnem, porém, não necessariamente para estabelecer relacionamentos duradouros. A tendência é de conectar-se (fazendo uso de mais uma palavra que se tornou comum nos últimos tempos) e estabelecer relacionamentos de curto prazo ou, tão rápidos quanto nossa rotina atual.

O quanto esta nova realidade nos conduzirá para um novo modelo de sociedade é difícil de prever porque existe grande possibilidade de que algo novo surja no futuro breve e provoque novas mudanças comportamentais. Mas, de qualquer forma, espero que sejamos capazes de encontrar uma forma de equilibrar melhor os “mundos digitais” e não estabelecer somente conexões digitais virtuais e também valorizar o contato pessoal presencial porque acredito que, por mais que a tecnologia evolua, ela não conseguirá substituir o sentimento, sensação, prazer e felicidade proporcionados por um abraço, um beijo, toque de pele, a respiração de uma pessoa próxima, o calor humano de um contato, o perfume agradável de um cabelo, o conforto e a sensação de segurança do colo da mãe ou do pai.

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